Tenho mais de 100Kg. Posso utilizar Cinturão?

Não existem normas Brasileiras que determinem o peso máximo do trabalhador em altura. As normas ABNT NBR (NBR 14626, NBR14627, NBR14628, NBR14629, NBR15834, NBR 15835, NBR15836 e NBR15837) não são normas sobre trabalho em altura, mas sim de fabricação de produtos. Essas normas não limitam o peso do trabalhador. Elas apenas estabelecem métodos de ensaios para produtos.
O manequim de testes com 100kg está normatizado e é o mesmo utilizado em todo o mundo. O fato de ser o mesmo para todos os testes cria um padrão de avaliação entre os cintos oferecidos pelo mercado mundial.
Pela simulação feita na queda com fator 2 e o resultado exigido de “zero” de defeito, pode-se concluir que o cinto certamente suporta o peso de um indivíduo acima de 100 kg. O cálculo feito com base na formula de Torricelli nos mostra que um corpo de 100 kg, que cai de 4m de altura preso pela corda de teste, resulta em aproximados 800 kgf. Os testes de talabartes com absorvedor de energia nas mesmas condições não devem resultar em mais que 600 kgf.
Para segurança de qualquer trabalhador em altura há necessidade de se estabelecer um padrão para “todo o conjunto” de equipamentos. Ou seja, os pontos de ancoragem e estrutura que deverão suportar o impacto de uma queda – a corda, os conectores, etc.

De que vale um cinturão paraquedista resistente, se o restante não está dimensionado de acordo?
Existem vários procedimentos e recomendações para um trabalho seguro, que podem evitar e minimizar o impacto de uma queda, como por exemplo nunca ancorar seu talabarte e trava-queda em pontos abaixo da cintura.
Outro fator que se deve levar em conta é que talabartes contra queda devem possuir absorvedor de energia para diminuir o impacto causado no trabalhador no caso de uma queda. O tamanho do talabarte deve ser o menor possível, atentendo apenas ao necessário para a mobilização e, consequentemente, diminuindo o tamanho da queda. Isso significa que o impacto resultante da queda será reduzido, se comparado ao impacto da queda de fator 2 sofrida pelo manequim durante o ensaio. Além disso, o treinamento de conscientização de riscos e técnicas adequadas para utilização dos equipamentos, assim como pontos de ancoragem resistentes e seguros são fundamentais.
Cabe ao Engenheiro e Técnico de Segurança determinar quais EPIs e procedimentos devem ser utilizados para determinado trabalho. Também é necessário levar em consideração as demais questões envolvidas no trabalho em altura, como fator de queda e a liberação da medicina do trabalho do indivíduo que irá trabalhar utilizando o equipamento.

Concluímos que os equipamentos de proteçao contra queda da Hércules podem ser utlizados por pessoas com mais de 100 quilos e recomendamos que seja respeitado o limite de 136 quilos, levando em consideração o peso do trabalhador e o peso de seus equipamentos.

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Josimar Almeida

Josimar Almeida

Gerente especialista em Altura e Espaço Confinado.

Possui formação Irata Nível 1, NR-35 e é Técnico em Segurança do Trabalho. Desempenha um papel de destaque como especialista em soluções para os ambientes de trabalho que necessitam de proteção contra quedas há mais de dez anos na equipe Hércules.
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