Conectores: suas diferenças e finalidades

No mercado de trabalho em altura encontramos diversos tipos de conectores disponíveis, com variações no formato, tipo de trava e material com que se é fabricado. No entanto, poucos usuários se atentam para suas diferenças e finalidades.

No que diz respeito à matéria prima dos conectores, as mais utilizadas no mercado brasileiro são aço e alumínio, também chamado de duralumínio (uma liga que contém alumínio, zinco, magnésio, entre outros em sua composição).

Conector em aço galvanizado

É o mais utilizado, muito em virtude do preço competitivo e por possuir maior resistência às trincas que possam surgir devido a quedas, batidas e ao uso do dia a dia. Porém é um material pesado, que sofre desgaste rapidamente em ambientes úmidos e com maresia, por exemplo. A oxidação neste tipo de material é muito comum.

É muito utilizado para atividades de resgate, ancoragens e trabalhos onde haverá muito atrito na peça.

Conector em alumínio

Sua principal vantagem é o peso em comparação ao aço, pois com a tecnologia dos dias de hoje, é possível ter um conector em alumínio com as mesmas resistências do aço, porém com peso inferior. Claro que toda esta tecnologia aplicada possui um preço, o que o torna um pouco mais caro que os convencionais em aço.

É um conector ideal para se utilizar em sistemas pessoais de segurança, como travamento do cinto de segurança, ascensores, descensores, etc. Desta forma, deixa o usuário mais leve para suas movimentações.  É ideal para ambientes úmidos, porém devemos nos atentar à exposição aos produtos químicos corrosivos e possível atrito com estruturas, pois eles danificam o alumínio com mais facilidade.

Tipos de trava

As mais usuais são trava em rosca, onde o travamento é manual e por isso deve-se tomar uma atenção especial no fechamento, trava dupla automática, onde o travamento é automático logo após o usuário girar e soltar o tambor do conector e há também o tripla trava automática, modelo menos usual onde sua abertura antes de se rosquear o tambor da peça precisa de uma pressão para ser levantado e após isto é feito o giro de abertura, é mais seguro pois o risco de abertura acidental por parte do usuário é menor, porém, é preciso um pouco mais de tato em sua abertura, é comum ver usuários tendo dificuldades em abrir esta peça.

Formatos

Conectores pêra ou hms possuem grande abertura e são bastante utilizados para conectar os freios descensores ao cinto, pois possuem mais espaço para acomodar esses acessórios.

Conector em D assimétrico é utilizado em operações de resgate ou em atividades que exijam maior resistência por parte da peça, pois possuem boa abertura e uma resistência maior, devido ao formato.

Conector oval tem uma utilização mais restrita a conexões com trava-quedas e acessórios, pois possui abertura menor e menos área de trabalho.

Os conectores possuem informações gravadas no corpo da peça, como carga de ruptura (estão em kN, kilo Newtons, onde 1 kN, arredondando, é igual a 100 kgf), ou seja, um conector que possui 25 kN por exemplo, possui resistência equivalente a 2.500 kgf.

A carga de ruptura também é destacada no sentido longitudinal da peça (que é o sentido correto de utilização), sentido transversal (onde há perda de mais da metade da resistência) e indicação de resistência em caso do gatilho estar aberto. Neste caso, a resistência será a menor de todas, colocando em risco a integridade da peça – e do usuário.

Jeisel Chodor

Jeisel Chodor

Gerente Especialista em Altura e Espaços Confinados

Há 15 anos na área de segurança em altura, linhas de vida e EPIs, instrutor de NR35, bombeiro industrial civil e formando em administração.
Jeisel Chodor

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