Síndrome da Suspensão Inerte

Todo trabalhador que executa atividades em altura, utiliza e confia no seu cinto de segurança, já que em caso de um mal súbito ou descuido que possa causar a queda do trabalhador, o cinturão reterá essa queda – evitando, assim, um acidente com maiores proporções à vitima, correto?

Esta é basicamente a principal função do cinto de segurança. Porém, ao mesmo tempo em que o cinto proporciona segurança ao trabalhador, ele também é o causador de um agravante que estará sempre presente após uma queda onde a vítima fique suspensa. Esse agravante é a Síndrome da Suspensão Inerte.

Para que ela aconteça, são necessários dois requisitos: suspensão e imobilidade.

Os membros inferiores do corpo do trabalhador suspenso sofrem um represamento de sangue, pois as fitas do cinto acabam comprimindo a passagem do sangue pelas veias e artérias, fazendo com que o sistema circulatório entre em colapso, o que gera alterações pelo corpo. Essas alterações vão desde a falta de oxigenação dos membros inferiores à oxigenação deficiente para o cérebro, entre inúmeros outros fatores (pressão, arritmia cardíaca, etc).

O tempo decorrido até o surgimento dos sintomas da síndrome da suspensão inerte varia de acordo com cada pessoa. Cada organismo responde de uma forma diferente. Normalmente, os primeiros sintomas acontecem a partir de cinco minutos de exposição, progredindo perigosamente a cada segundo.

A progressão do quadro citado acima pode levar o trabalhador à morte entre 5 e 8 minutos.

É de extrema importância que o trabalhador e a equipe de resgate tenham ciência e conhecimento sobre a síndrome, pois desta forma irão atuar na prevenção e no tempo de resposta em caso de acionamento.

Atualmente, nenhum cinto de segurança consegue evitar que a Síndrome aconteça, independente do modelo, com ou sem acolchoamento nas pernas.

Para vítimas que sofreram uma queda e estão suspensas porém ainda conscientes, a Hércules desenvolveu a fita anti-trauma de suspensão, que alivia a pressão das fitas sobre o corpo, facilitando a passagem do sangue para as pernas, dando maior conforto e aumentando o tempo de resposta da equipe de resgate.

 

 

Jeisel Chodor

Jeisel Chodor

Gerente Especialista em Altura e Espaços Confinados

Há 15 anos na área de segurança em altura, linhas de vida e EPIs, instrutor de NR35, bombeiro industrial civil e formando em administração.
Jeisel Chodor

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